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O consumidor brasileiro não é fiel às marcas, diz o Google

Coluna Serjão Óptico

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Hoje quero compartilhar uma matéria da Exame com informações importantes de uma pesquisa do Google sobre o comportamento do consumidor brasileiro quanto ao seu " amor " e fidelidade às marcas que ele usa.

Essa pesquisa aponta também qual o principal motivo que faz com que a maioria dos consumidores mudem de marca.

Num mercado como o nosso, em que as marcas buscam e lutam para ter espaço não somente nas vitrines, mas principalmente na cabeça ou melhor no rosto  do consumidor é importante entendermos o funcionamento e a constante mudança de comportamento dos brasileiros quando a sua forma de consumir marcas clássicas, independentes ou de luxo.

Segue abaixo a matéria completa.

Um levantamento do Google registrou que 64% dos brasileiros não têm "love brands", aquelas marcas que não deixam de comprar por nada. O principal motivo para as mudanças na hora de escolher as marcas de consumo é o preço, de acordo com 37% das pessoas.

A pesquisa foi encomendada pela big tech à Offerwise e consultou mais de 2 mil pessoas de todas as idades, classes sociais e regiões do país. O estudo procurou entender a relação que os brasileiros têm com marcas de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza.

O resultado mostra o retrato de um quadro econômico desgastado, consequência da crise econômica, inflação em alta e de quebras na cadeia de abastecimento. E também de um cenário mais competitivo: novas marcas como as nativas digitais e aquelas fundadas por criadores de conteúdo surgem diariamente e concorrem com as grandes companhias antes estabelecidas.

A diluição da força das grandes marcas é reforçada por um outro dado do próprio Google. 93% das pesquisas sobre produtos na ferramenta de buscas atualmente são genéricas, citam apenas as categorias. As marcas são lembradas nos 7% restantes.

Segundo a pesquisa da Offerwise, apenas 19% dos entrevistados indicaram que consomem sempre as mesmas marcas.

O levantamento também chamou a atenção para a geração Z, grupo da população nascido a partir de 1995. Eles têm uma relação um pouco mais desapegada, 65% declararam que não são fiéis.

E 10% afirmaram que adquirir itens de "marcas grandes" não é um diferencial - na população em geral, o percentual ficou em 7%.

Como conquistar o coração dos brasileiros

Há um discurso que ecoa no mercado publicitário e de marketing há muito tempo, baseado em duas  palavras: experiências e personalização. Nem sempre postas em prática, as duas iniciativas despontam ao lado de "benefícios" entre os itens mais esperados pelos consumidores.

Questionados sobre como as marcas podem criar conexões, eles listaram:

* Descontos e benefícios - 65%; entre as mulheres, o percentual é de 70%
* Experiências de compra mais personalizadas, 45%
* Produtos personalizados - 40%; na geração Z, o número é de 44%Propósito (mais ação e menos discurso) - 29%; na geração Z, 35%

"As marcas que forem constantes e consistentes na comunicação são aquelas que vão conquistar o coração dos futuros e presentes shoppers", disse Maria Dafne, líder do squad de geração Z do Google.

Frente às transformações, tendências e novos formatos, o streamer Casimiro, fenômeno nas redes, defendeu que as marcas precisam estar cada vez mais abertas às possibilidades.

"Se a marca olhar o criador de conteúdo como um colaborador, não um verbalizador, será muito melhor", disse em participação por vídeo. Ele citou o case feito com a Heinz em que falava sobre hamburguer às 3h da manhã. "O criador conhece o público".
Fonte: Exame

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