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Quando o assunto é dinheiro, seu cérebro é bem ou mal-educado?

Ricardo Cantini / Coach Integral Sistêmico

Por que uma questão tão óbvia, como "gastar menos do que se ganha", não reflete a realidade na vida da maioria das pessoas?
 
Gastar menos do que se ganha é tão óbvio que muitas vezes é difícil entender porque mesmo sabendo disso muitas pessoas incorrem nesse erro. Por que será?

Com o avanço dos estudos da neurociência (ciência que estuda o cérebro) está cada vez mais claro que nossas decisões não são baseadas em nossa razão - pelo menos não totalmente, mas sim em nossas emoções. Isso já seria o bastante para explicar então porque essa lógica racional tão simples não tem funcionado para a maioria das pessoas.

Para utilizar um outro exemplo que não tem nada a ver com finanças, imagine uma pessoa que queira emagrecer. Num primeiro momento ela decide que irá emagrecer, porém, à medida que busca agir em direção ao seu objetivo, percebe que não é tão simples assim manter o foco, disciplina, abrir mão das guloseimas etc. Por que uma pessoa que tem claramente o desejo de emagrecer não consegue levar seu plano adiante? Simples, porque não se trata de uma questão racional, mas fundamentalmente emocional. Somos "dirigidos" por nossas emoções.
 

E é aqui que entra um outro componente muito importante no processo decisório: NOSSAS CRENÇAS.

São elas que determinam nosso comportamento, portanto, como pensamos, sentimos, agimos e reagimos em relação aos desafios que temos de enfrentar no nosso dia a dia. E nossas emoções estão diretamente ligadas às nossas crenças e, consequentemente, nossos resultados.

O QUE É CRENÇA?
A crença é a convicção de que algo é verdadeiro e certo. É uma avaliação pessoal que pode ser baseada em elementos racionais ou emocionais. Em outras palavras, crença é a nossa verdade.

A educação financeira se faz mais do que necessária para que possamos atingir uma condição econômica compatível com nossas necessidades e sonhos. Porém, principalmente no Brasil, essa ideia de ensinar sobre finanças praticamente inexiste na maioria dos lares e escolas. Soma-se a isso, uma forte cultura de que falar em dinheiro é prejudicial, pecado, ou "para os outros", dentre tantas outras coisas (crenças).

Crenças financeiras limitantes podem estar tão enraizadas em nossas mentes que nem percebemos o quanto elas podem ter prejudicado - e continuam a prejudicar - nossos resultados. Aliás, basta fazermos uma rápida reflexão de como está nossa vida financeira hoje e saberemos o quanto elas têm nos ajudado ou atrapalhado nesta área.

Como dito anteriormente, a educação financeira, em especial no Brasil, está muito aquém. Além disso, a maioria dos cursos de finanças segue ainda o modelo "tradicional", ou seja, ensinam a fazer cálculos. Claro que isso é importante. Saber quanto ganhamos e quanto pagamos de despesas e que devemos gastar menos do que ganhamos são informações fundamentais para uma vida financeira saudável. Mas, por que questões tão óbvias, como gastar menos do que se ganha, não refletem a realidade da maioria das pessoas?

Por melhores que somos com cálculos, nossos resultados dependerão principalmente das nossas crenças. Se nossa situação financeira fosse apenas questão de matemática, poderíamos concluir que todo economista seria rico. Simples assim!

Se seus resultados financeiros não estão a altura dos seus objetivos e sonhos, provavelmente, você precisa passar por um processo de reprogramação de crenças. "What?".

Isso mesmo. Principalmente na infância, em especial dos 0 aos 12 anos, somos "programados" com o modelo financeiro de nossos pais e de pessoas próximas com quem mais convivíamos. Se, por exemplo, havia um ambiente de escassez, é muito provável que você tenha crenças de escassez e que, de alguma forma, elas o(a) impedem de ter uma vida financeira próspera.

Esse é um assunto complexo e que demandaria muito conteúdo para entendê-lo. Sendo assim, não é proposta deste artigo explicar em detalhes como tudo isso acontece.

O QUE FAZER ENTÃO?
 
 
Para que você possa entender de forma bem simples como funciona a reprogramação de crenças, faça o exercício abaixo:

Crenças Disfuncionais

Identifique e assinale quais das frases abaixo você costumeiramente ouvia na infância.
 
* Dinheiro não dá em árvores.
* Um bom emprego é o único caminho para a segurança financeira.
* Para ganhar muito dinheiro, você tem de trabalhar muito duro.
* Dinheiro é a raiz de todo mal.
* É nobre ser pobre.
* Se eu for rico, não posso ser espiritual.
* Eu sou um fracasso financeiro.
* Eu nunca consigo o que preciso.
* Eu nunca consigo o que quero.
* Dinheiro escorre pelos meus dedos.

Crenças Funcionais

Agora, pratique lendo diariamente as frases abaixo. Porém, faça isso muito além de uma simples repetição. Expresse cada frase em voz alta e coloque emoção. A emoção é o item mais importante nesse processo, pois é ela a responsável por "gravar" a nova crença em seu subconsciente e substituir a antiga crença.
 
* Dinheiro fornece oportunidades de crescimento.
* Dinheiro e criatividade nos permitem ajudar aos outros.
* Dinheiro vai para pessoas que respeitam e cuidam dele.
* Pessoas ricas são generosas.
* Riqueza e bondade andam juntas.
* Ter mais do que o suficiente é o melhor padrão para doar.
* Com um fluxo de caixa saudável, eu ainda posso ser criativo e espiritual.
* Eu sou um sucesso financeiro.
* Eu mereço ser rico.
* Meus sonhos se tornam realidade.

NOTA: Você pode fazer uma lista de tudo o que ouviu sobre dinheiro na sua infância - crenças disfuncionais (limitantes). Em seguida, criar sua própria lista de crenças funcionais (de realização) e ler cada uma delas todos os dias. 

Com esse simples exercício você tem a oportunidade de identificar quais são suas crenças financeiras (limitantes) e reprogramá-las para verdadeiramente trilhar um caminho de prosperidade.
 
Sucesso e prosperidade!!!
Fonte: Ricardo Cantini

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